
Foi apanhada no Alentejo, no Monte da Cabrita, há muitos anos. Trouxémos para Lisboa, para o jardim de Santa Apolónia (nossa antiga casa) e foi o nosso bichinho de estimação durante umas semanas. Andava para lá à solta, aparecia para comer - adorava comida de gato - entrava dentro de casa, deixava dar festinhas, andava em cima dos telhados e do muro para a rua, roía coisas que roubava (roupa, sapatos, sabonetes...) e depois de um tempo desapareceu. Desconfiamos que foram os homens das obras que a roubaram.
Era um autêntico saco de pulgas quando a encontrámos. Estávamos de férias da Páscoa lá na Cabrita, com imensa gente, e nem queríamos acreditar quando vimos uma raposinha, tão pequenina, na gaiola de apanhar saca-rabos. Éramos miúdos e levámos logo a correr para mostrar a toda a gente. Mesmo gira! Démos-lhe banho e resolvemos ficar com ela. Era um ele, um raposinho cheio de pêlo. E ficou Pascoal pelas razões óbvias. Mas ainda bem que desapareceu. Anos mais tarde vi num programa de animais que as raposas não são domesticáveis. Enquanto são pequeninas podem ser tipo cãezinhos, mas a partir dos 5 ou 6 meses o instinto selvagem é mais forte e tornam-se perigosas.
1 comentário:
A primeira vez que li este post senti-me nos meus tempos de infancia; em que os desenhos animados ainda eram fabulas e contos com gnomos e raposas! este Post parece mesmo um desses contos.. deixa um gostinho de saudade!
Enviar um comentário